Ensaios newborns: modelos precoces
Eles mal deixaram a proteção do ventre materno, os olhinhos mal abrem, e já posam de modelos. Bebês com poucos dias de vida são os mais novos – literalmente – frequentadores dos estúdios de fotografia. Novidade no país, os ensaios com os chamados “newborns” começam a ganhar mercado graças ao trabalho de profissionais como a brasiliense Érika Muniz.
“O mercado de fotografia de ‘newborn’ está começando a ficar aquecido aqui no Brasil. Nos Estados Unidos já é um ramo da fotografia com muita tradição e até muito comum. Hoje, estou conseguindo ser referência no Brasil, o que é motivo de muito orgulho”, afirma Érika, que tem 23 anos de idade e começou a trabalhar com fotografia aos dezoito, cobrindo eventos de moda na capital federal.
Em 2009, ela clicou seu primeiro recém-nascido: o filho de uma amiga que estava com apenas oito dias de vida. Bastou para que não quisesse outra coisa. “Aliás, desde pequena eu sempre gostei de bebês, então descobri duas paixões e consegui juntá-las em um único trabalho! Um sonho!”, exulta a fotógrafa.
Tomada a decisão e amparada pela família, a jovem partiu em busca de especialização na área. Sua base de conhecimento veio de cursos no exterior, inclusive no famoso estúdio californiano Baby as art, das fotógrafas Carrie Sandoval e Brittany Woodall, referência quando se trata de newborns – o que, ela acredita, contribuiu muito para o seu atual prestígio.
Em três anos trabalhando exclusivamente com bebês, Érika elegeu os recém-nascidos os seus xodós. São clientes que exigem paciência e muito cuidado, afinal, são extremamente frágeis. E, apesar de sua aparente letargia, cada qual tem a sua particularidade.
“Nenhum vem com manual de instruções”, ela brinca. “Cada um reage da sua maneira durante o ensaio. Geralmente, nos primeiros dez dias de vida eles apresentam um sono mais profundo e são mais flexíveis, por isso conseguimos posicioná-los em diversas poses. Isso não é regra – já tiveram alguns casos de bebês com oito dias terem cólicas e já apresentarem um sono superleve. Por isso que digo que cada bebê é único!”

Obviamente, nenhuma criança chega sozinha ao estúdio. E uma mamãe ansiosa pode complicar as coisas. Por isso, Érika dispensa algum tempo conversando com elas, de modo que fiquem tranquilas e não passem insegurança para seus bebês. Outra preocupação da fotógrafa é com a iluminação. Sua recomendação é pelo uso de luz natural. “É a luz mais bonita a ser utilizada nesse tipo de fotografia. Claro, caso não tenha uma boa luz de janela, procure luzes contínuas. Evito muito o flash, pois muitas vezes os bebês se assustam com o barulho e tem muita discussão sobre se faz ou não bem para a retina do bebê. Então, prefiro evitá-lo”.
Érika, cujos compromissos deste ano incluíram a subida ao altar (ela se casou no início de maio), está desenvolvendo algumas novidades na sua pauta de serviços. Porém, prefere manter segredo. O que ela não esconde é que, até o final do ano, voltará ao exterior para estudar um pouco mais sobre fotografia de recém-nascidos. Aperfeiçoamento constante – eis o seu lema.
Site: www.erikamuniz.com
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