Economia

Sony anuncia saída do Brasil

Sony anunciou o fechamento de sua fábrica no Brasil a partir de 2021 e está de saída do país. A fábrica da empresa que está localizada em Manaus irá funcionar até março do ano que vem, quando fechará suas portas em definitivo. Na fábrica além de televisores e equipamentos de áudio são produzidas as câmeras fotográficas da gigante japonesa. E isso, provavelmente, pode causar uma mudança significativa nos preços dos equipamentos fotográficos da marca em função da alta cotação do dólar e também da pesada carga tributária na importação dos produtos. Embora a empresa tenha dito que “não haverá alteração de preços, a Sony continuará com sua política normalmente”. Porém, a cotação do dólar e taxas de importação não são variáveis que a empresa possa controlar.

Foto: Sony/Philip Edsel

“Nós decidimos fechar a fábrica em Manaus ao final de março de 2021 e interromper, em meados de 2021, as vendas de produtos de consumo pela Sony Brasil, tais como TV, áudio e câmeras, considerando o ambiente recente de mercado e a tendência esperada para os negócios”, informou a empresa em nota enviada ao site Exame. A fábrica de Manaus era a única unidade da Sony no Brasil.

O como fica o suporte técnico para quem possui câmeras e equipamentos da Sony? Em uma carta enviada aos varejistas e assinada pelo gerente de operações sênior da Sony no Brasil, ele afirmou que a operação local “vai continuar a fornecer serviços de suporte técnico e garantia dos produtos comercializados”.

A Sony não é a primeira fabricante de câmeras a deixar o Brasil, e talvez não será a última. Em 2018, a Nikon encerrou suas atividades no país. Das três gigantes do setor de câmeras, só sobrou a Canon em solo brasileiro. E como postamos a alguns dias (A melhor coisa para o mercado de câmeras é o fim da Nikon?), o mercado de venda de câmeras voltou ao volume de vendas de 1984. Ou seja, a quantidade de câmeras vendidas despencou em todo o mundo e a tendência é continuar assim nos próximos anos obrigando os fabricantes a enxugar suas estruturas e cortar despesas para sobreviver frente, principalmente, ao avanço da fotografia mobile (celular e smartphone).

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Da Redação

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