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Fujifilm vai produzir vacinas para a COVID-19 e pode abandonar a fotografia

As marcas mais tradicionais da fotografia estão enfrentando uma crise sem precedentes. Depois de reposicionamentos de mercado da Canon, Nikon e Sony, agora é a vez da Fujifilm. Embora suas câmeras mirrorless são muito boas e tenham agradado muitos fotógrafos em todo o mundo, as soluções de imagem representam apenas 13% da receita da empresa.

Por isso, o novo CEO da Fuji decidiu investir pesadamente em produtos farmacêuticos para manter a empresa viva e obter melhores resultados. Porém, isso pode decretar, nos próximos anos, a saída definitiva da Fuji do mercado fotográfico. Um sinal forte desse caminho foi o anúncio recente da empresa de fechar quatro grandes fábricas de equipamentos fotográficos com sede nos Estados Unidos.

Fujifilm vai produzir vacinas para a COVID-19 e pode abandonar a fotografia
Foto: Pexels

O novo CEO da empresa, Teiichi Goto, que assumiu o cargo em 29 de junho, revelou em entrevista a Reuters, que a empresa vai investir $ 850 milhões em sua divisão de Biotecnologias Diosynth para aumentar a capacidade de fabricação de produtos biológicos que incluem vacinas para COVID-19 e terapias genéticas avançadas nos Estados Unidos e no Reino Unido. Além disso, o CEO anunciou um plano de investimento adicional de US$ 11 bilhões na área de saúde para consolidar a produção de produtos farmacêuticos.

Em uma entrevista à Asahi , o CEO disse que apesar da Fujifilm estar se distanciando da indústria de câmeras, ele não vai se desfazer da empresa ou vendê-la. Porém, o CEO não fez nenhuma menção de investimento adicional na área de imagem foi mencionada.

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