[portfolio] Edward Zulawski
Faz uns três anos, Edward Zulawski, de 24 anos, largou o emprego como gerente de uma rede de locadoras de filmes e gastou todo o dinheiro que recebeu em equipamentos de fotografia. Agiu assim após assistir a um filme francês sobre o tema. “A vida de fotógrafo me pareceu estimulante!â€, justifica, em tom de brincadeira, o uruguaio naturalizado brasileiro, que atualmente vive em Campinas (SP).
Após a intempestiva decisão, Edward tratou de aprender sozinho – e com a ajuda de amigos e da internet – a manejar a câmera, resultando disso uma paixão pela fotografia em preto e branco e por desenvolver ensaios artÃsticos independentes. “A falta de orçamento não é problemaâ€, ele afirma, preferindo ressaltar o aspecto da liberdade de criação: “Para mim o importante não é ‘vender’ a foto, e sim criá-la com meu ponto de vistaâ€.
E seu ponto de vista está impregnado pelo cinema. “Procuro sempre pensar em minhas fotografias como cenas de filme congeladas (frames), como se fossem screens, que se encontram em contracapas de filmes em DVD, das cenas que tornam o filme mais vendável por sua estética fotográfica mais atrativaâ€, diz o cinéfilo fã de Jean-Luc Godard (“que me influenciou em vários aspectos da minha vida, incluindo a fotografiaâ€).
Por conta disso, seus ensaios são pensados como se fossem cenas de cinema. Seus modelos – muitos dos quais atores e atrizes – interpretam, ao invés de posar. “Uso o mesmo princÃpio que usaria para realizar um filme quando faço uma fotografia. A diferença é que a fotografia não permite margem de erro: em um único frame deve conter tudo o que pretendo dizerâ€.
Além dos ensaios, Edward gosta de fazer fotografia de rua e de natureza. “Em todas as minhas fotos pode se encontrar a presença de vida, seja humana, animal ou vegetal, e sempre há um sentimento a ser transmitidoâ€, diz. Em geral, esse sentimento é a tristeza. Mesmo quando a cena parece sugerir alegria, ele procura imprimir certo baixo-astral na captura. E qual o motivo disso? “A felicidade em fotos é uma ilusão comercial. Ao andar nas ruas e refletir sobre o mundo, pouca alegria se encontraâ€, sentencia.










Belissimo trabalho… Me assemelho um pouco com ele.