Fotojornalismo

James Nachtwey conquista o prêmio Princesa de Astúrias

Foto: James Nachtwey/World Press Photo

O norte-americano James Nachtwey, 68, um dos maiores nomes do fotojornalismo mundial, conquistou nesta semana mais uma importante honraria. Ele foi anunciado vencedor do prêmio espanhol Princesa de Astúrias de Comunicação e Humanidades.

Considerado um dos melhores repórteres de guerra de sua geração, James testemunhou alguns dos mais sangrentos conflitos e as mais severas crises humanitárias de nossa história recente.

James Nachtwey (foto: Gilles Peress/Magnum Photos)
James Nachtwey (foto: Gilles Peress/Magnum Photos)

James começou sua trajetória em 1976. Influenciado por imagens dos movimentos pelos direitos civis e contra a guerra do Vietnã, nos Estados Unidos, começou trabalhando em um jornal do Novo México. Em 1980, retornou a Nova York, onde nasceu, e no ano seguinte fez sua primeira cobertura internacional, na Irlanda do Norte.

Nas décadas seguintes, o fotógrafo correu o planeta como correspondente de guerra. Esteve no Líbano, em El Salvador, na Chechênia, Afeganistão, entre outros lugares conflagrados. Em 1994, conquistou pela segunda vez o prestigiado concurso World Press Photo, com a imagem de um garoto hutu com o rosto riscado de cicatrizes (foto acima). Em 2006, conquistou o Heinz Award de Artes e Humanidades e, em 2012, o Dresden International Peace Prize.

O júri do prêmio espanhol ressaltou o “compromisso profissional” de James Nachtwey, que “o levou a cobrir cerca de trinta conflitos e crises humanitárias sem abdicar dos princípios éticos nem enfeitar o que sua câmera via”.

À revista Time, para a qual fotografa há 32 anos, James Nachtwey disse que o prêmio “é muito significativo”, especialmente por se tratar de uma honraria que já foi concedida a personalidades como Stephen Hawking (1989, contribuição à paz), Doris Lessing (2001, literatura), Francis Ford Coppola (2015, artes) e Nelson Mandela (1992, cooperação internacional), o último considerado por ele seu “herói pessoal”. “Estar em qualquer grupo de pessoas que inclui Nelson Mandela é a maior honra que eu poderia pedir”, ressaltou.