Fotografia de esportes ao ar livre (ou outdoor, como se diz) exige do profissional, senão o mesmo tanto de suor e esforço dos atletas, uma boa dose de transpiração. Ao mesmo tempo em que maltrata o equipamento, já que a maioria das atividades que entram nessa categoria são praticadas sob condições adversas. Rapel, canoagem, voo livre, corridas… haja pedra, poeira e água!
Que o diga Marcelo Andrê, que vive colado a eventos desse tipo fotografando para os competidores e também para revistas especializadas. Mineiro de Ibiá, baseado em Belo Horizonte, 44 anos de idade, Marcelo deixou há seis anos o trabalho de operador de turismo de aventura e ecoturismo para se dedicar à fotografia. Escolher a especialidade foi fácil: “Quando decidi que ia me profissionalizar na fotografia eu continuei nesse mundo de natureza e esportes. Não tem jeito de mudar tudo, até porque é o mundo que conheço e gosto de estar”, afirma.
Aliás, duas coisas que nasceram juntas: o gosto pela vida ao ar livre e a fotografia, ambas na infância no interior, onde Andrê fazia as vezes de fotógrafo da família, cargo que obteve ao demonstrar que podia tirar fotos sem deixar fora do quadro cabeças ou pés.
Foi um bom começo. Hoje, os desafios são bem maiores, especialmente por se tratar, a fotografia outdoor, de um mercado restrito: “Tem que gostar muito e ter dedicação total”, recomenda Andrê. Isso sem falar nas condições de trabalho, geralmente extremas: “Você está sempre em ambiente natural, isso quer dizer que você está na água, no sol, frio, calor, poeira, lama… e nessas situações você tem que ter um cuidado a mais com seu equipamento, pois num descuido pode perder todo o trabalho, junto com o equipamento. Isso, para um fotógrafo, é o fim da picada”.
Marcelo está desenvolvendo um projeto de documentação de cânions. “Começou ano passado e já está andando”, revela. O trabalho consiste em registrar a conquista desses lugares, uma vez que boa parte dos cânions no Brasil permanece inexplorada.
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É uma tarefa que, segundo ele, não dá para fazer sem ser canionista (um explorador de cânions). Afinal, é preciso estar junto da ação. Isso implica dispor de equipamento específico para descer até ao interior dos cânions (e voltar de lá).
“Dessa forma, tenho trabalho duplo a fazer. O equipamento é levado em uma caixa estanque dentro da mochila. Quando chego em algum local fora da água, tiro o equipamento e começo a registrar o lugar, que é sempre maravilhoso, e assim é o trabalho do fotógrafo de esportes outdoor”, explica o mineiro, que tem alguns outros projetos em andamento, como um livro na área de agricultura, sobre o cultivo de café no Brasil. Site: www.marceloandre.com.



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