Editorial de noiva: reforço no portfolio

Para Vanessa Kohler, editoriais de noiva possibilitam maior liberdade de criação: “Não são tão ‘quadrados'”, afirma

À primeira vista, não dá para considerar fotografar editoriais de noiva um negócio rentável. Há pouco dinheiro envolvido, quando não apenas ação institucional, uma maneira de fazer girar o nome do fotógrafo. Mas duas coisas vale destacar nesse tipo de trabalho: sua dinâmica o difere de um ensaio tradicional de casamento, assim como a linguagem. E, segundo, acrescenta ao portfolio do profissional algumas imagens que certamente o ajudarão a fisgar mais clientes.

Desde que chegou a São Paulo, faz alguns meses, a mineira Vanessa Kohler, 33, não fez muita coisa nessa área, mas em Belo Horizonte fotografava para marcas e revistas que tinham familiaridade com o seu trabalho.

“É bacana”, diz, “mas é muito restrito”. No caso, o mercado, que é feito de revistas segmentadas para o público em vias de se casar e fabricantes de lingerie, acessórios e figurino de casamento. Apesar de ter feito poucos editoriais, é principalmente esse tipo de imagem que Vanessa escolhe para representar seu trabalho, como quando deu uma palestra em Balneário Camboriú (SC), em março, durante a Semana da Fotografia.

“São trabalhos mais conceituais”, explica a fotógrafa de casamentos e família (embora seja muito lembrada pelas fotos de casamento, 50% das suas encomendas são de fotografia de família. No próximo ano, essa relação deve mudar, pois Vanessa planeja se afastar dos casamentos em favor de uma segunda gravidez).

Outro aspecto se que sobressai nos editoriais é o estilo dos ensaios, mais voltado para a moda. Isso cai como uma luva para a mineira, que foi modelo durante um bom tempo e tem afinidade com a área, mas preferiu não se arriscar na fotografia fashion, que tem um primo seu, Marcio Rodrigues, entre os melhores.

Segundo Vanessa, ensaios de editorial são mais conceituais e permitem ao fotógrafo imprimir a sua assinatura

Para ela, há bastante diferença entre fotografar para um editorial e fazer um ensaio de noiva. A mais importante é que você lida com alguém acostumado a posar para fotos. O foco também muda um pouco: não tanto a noiva, mas o que ela usa ou veste é que importa na maioria das vezes. “E a noiva não vai necessariamente carregar o produto do modo que a modelo carrega”, destaca, com o conhecimento de quem já esteve do outro lado do balcão. “Minha vivência [como modelo] trouxe esse tempero, mas minha fotografia é mais intuitiva”, desconversa a fotógrafa, que é formada em jornalismo e se interessa principalmente pelo aspecto artístico de suas imagens. “A arte e a poesia são o que mais me aguçam”, confirma Vanessa, que também faz planos de direcionar seu trabalho para o circuito fine art. Abaixo, mais imagens da fotógrafa:

 

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