2 de setembro, dia do repórter fotográfico

Hoje, 2 de setembro é o dia do repórter fotográfico. O profissional que tem a missão de transmitir em fotos o registro fiel de fatos políticos, históricos, sociais, esportivos e culturais. Durante os primeiros séculos da imprensa, os acontecimentos eram narrados apenas com as palavras do repórter, mas no ano de 1880, o jornal Daily Herald, de Nova York, estampou a primeira foto em um jornal. A partir daí a fotografia adquiriu uma grande importância nas matérias jornalísticas, tanto para complementar a ideia do texto quanto para comprovar a veracidade dos fatos. Nascia uma profissão: o Repórter Fotográfico.

Ao longo das décadas, o trabalho de milhares de repórteres fotográficos ganhou cada vez mais importância na narração dos fatos com o registro de imagens históricas. Então, fica aqui nossos parabéns à todos os repórteres fotográficos do Brasil Abaixo fizemos uma pequena seleção com 10 fotos icônicas ao longo da história do fotojornalismo no Brasil e no mundo.

1 — Einstein mostrando a língua (1951)

Foto: Arthur Sasse

Einstein tinha acabado de ser homenageado por seu aniversário de 72 anos. Diante do assédio de fotógrafos e repórteres que pediam que fizesse uma pose, mostrou a língua para demonstrar seu descontentamento.

2 — A Menina afegã (1984)

Foto: Steve McCurry

Sharbat Gula tinha 12 anos quando foi fotografada durante uma reportagem da “National Geographic” sobre a ocupação soviética no Afeganistão. Se tornou uma das fotografias mais conhecidas do mundo.

3 — Sexta-feira sangrenta (1968)

Foto: Evandro Teixeira

Estudante é perseguido e atingido por policiais durante a chamada ‘sexta-feira sangrenta’, no Rio de Janeiro, em 1968, um dos atos mais violentos da ditadura militar brasileira contra o movimento estudantil. A foto tirada por Evandro Teixeira tornou-se símbolo, não apenas daquele caso, mas do que significou o regime militar no país.

4 — Mãe migrante (1936)

Foto: Dorothea Lange

A foto de Dorothea Lange é um ícone da Grande De­pressão econômica nos Estados Unidos, em 1936, e uma das fotos mais famosas do mundo. Florence Owens Thompson, 32 anos, desolada por não ter comida para alimentar os filhos. Jor­nalistas americanos passaram décadas tentando localizar a mãe e seus sete filhos. No final dos anos 1970 ela foi encontrada, não prosperara muito. Vivia em um trailer.

5 — Dilma perfurada (2011)

Foto: Wilton de Sousa Júnior

A foto do fotógrafo Wilton de Sousa Júnior, da Agência Estado, feita durante a cerimônia de entrega de espadins a 441 cadetes na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, no Rio de Janeiro, dias depois de Dilma ter perdido seu quinto ministro em menos de oito meses de Governo, quatro deles envolvidos em acusações de corrupção.

6 — Phan Thi Kim Phúc (1972)

Foto: Nick Ut

Ganhadora do Prêmio Pulitzer em 1973 e a mais famosa fotografia de guerra de todos os tempos. Kim Phuc (a garotinha nua) corre ao longo de uma estrada perto de Trang Bang, no sul do Vietnã, após um ataque aéreo com napalm. Para sobreviver, Kim arrancou a roupa em chamas do corpo.

7 — Criança faminta e o abutre (1993)

Esta foto é outra imagem vencedora do Prêmio Pulitzer. Tão famosa por seu impacto social quanto pelas questões éticas que levantou. Em 1993, o fotojornalista sul-africano Kevin Carter viajou ao Sudão para fotografar a fome. Sua imagem de uma criança desmaiada, com um abutre perseguindo-a, não só causou indignação pública por causa do assunto horrível, mas também gerou muitas críticas dirigidas ao fotógrafo por fotografar a criança, ao invés de ajudá-la. Carter suicidou-se em 1994.

8 — Surfistas de trem (1990)

Foto: Rogério Reis

O fotógrafo Rogério Reis, que inspirou e emprestou seu nome ao personagem do fotógrafo no filme Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, em 2002, fez uma série de fotos chamadas “Surfistas de trem”. Rogério contou: “O surf de trem sempre foi uma ação marginal. Era uma atividade bastante nociva e alguns deles chegaram a morrer. Às vezes o trem parava e interrompia o fluxo, prejudicava passageiros. Fizemos várias idas e voltas na série. As fotos foram feitas no ramal do Japeri, o mais perigoso dos trens porque não tinha calhas laterais. Se o surfista se escorregasse ou perdesse o equilíbrio não tinha onde se segurar.A atividade era uma maneira do jovem de baixa renda conseguir se distinguir e emancipar. O cara que surfava no trem era uma espécie de herói na comunidade. Era cobiçado pelas meninas.E isso dava certo status. Já que não podiam surfar no mar, surfavam no trem.

9 — Massacre da Praça da Paz Celestial (1989)

Foto: Jeff Widener

A imagem da revolta estudantil na China, em 1989, se tornou famosa em todo o mundo. Um jovem solitário e desarmado invade a Praça da Paz Celestial e anonimamente faz parar uma fileira de tanques de guerra. Sua identidade e seu paradeiro são desconhecidos até hoje. Em 2000, o rebelde desconhecido foi eleito pela revista “Time” como uma das pessoas mais influentes do século 20.

10 — Almoço no topo de um arranha-céu (1932)

É a pausa para o almoço mais perigosa e divertida já capturada: 11 homens casualmente comendo, conversando e soltando fumaça como se não estivessem a 250 metros acima de Manhattan com nada além de uma viga fina os mantendo no alto. Divertida e um tanto impressionante, essa fotografia foi creditada ao fotógrafo Charles C. Ebbets pela Corbis e foi publicada pela primeira vez no New York Herald-Tribune, em 2 de outubro de 1932, entrando para a história como uma das fotos mais conhecidas do mundo. A imagem mostra operários almoçando nas alturas durante a construção do edifício RCA no Rockfeller Center, e, na época visava transmitir a ideia de que os Estados Unidos, mesmo vivendo a maior recessão do século XX, estavam construindo edifícios, progredindo e trabalhando para a recuperação da economia.

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