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Como fazer uso profissional do Facebook

O Facebook é um passatempo tão incrível que tem gente que simplesmente não consegue largá-lo. Perde horas subindo fotos, curtindo as dos amigos, entrando em bate-bocas sobre política, compartilhando “memes” e enxugando discretamente uma lágrima diante de algum vídeo de superação. Eu disse passatempo, certo? Só que a criação da patota de Mark Zuckerberg vai além disso. É uma ferramenta de negócio que pode impulsionar a carreira de qualquer profissional – fotógrafos inclusive.

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Isso se for bem usada. É aqui que a maioria tropeça, segundo o administrador de empresas e MBA em marketing estratégico Léo Castro, de 34 anos. Fotógrafo desde 2010, o carioca aplica seus conhecimentos acadêmicos e experiência de dez anos na área de marketing na empresa da esposa Dani Castro (Olha o Passarinho Fotos), e escreve um blogue sobre marketing e negócios para fotógrafos.

“Pela minha experiência, os profissionais de fotografia não conseguem explorar nem 60% do Facebook”, afirma. Léo enumera quatro “pecados” que o pessoal comete ao lidar com a rede social. O primeiro deles é converter o Facebook num portfolio on-line. “Nesse caso, deixam de estabelecer relações sociais com os seus fãs para mostrar apenas imagens e tentar de alguma forma fortalecer apenas o seu EGO” (ele escreveu assim mesmo, em maiúsculas).

O segundo vacilo, diz o especialista, é fazer postagens fora do “horário nobre”. “O Facebook, como toda mídia, possui o seu horário nobre, onde existem picos de audiência. Como em todo negócio, o fotógrafo deve analisar o horário em que o seu público-alvo possui maior interação na rede. Em minhas análises, realizadas para o público de fotografia social, os melhores horários são entre as 17 e 19 horas de segunda a sexta, e aos sábados e domingos das 16 às 18 horas”.

Em terceiro na lista está a falta de estímulo ao engajamento dos fãs. “O excesso de postagens automáticas de outras redes sociais e do próprio blogue tornam fanpages espaços muito antissociais e impessoais, desestimulando a interação e o engajamento”. Léo explica que engajamento é o nível de envolvimento (visitas e tempo gasto), interação (comentários, curtidas e compartilhamentos) e influência (depoimentos de clientes) que os fãs têm com a fanpage do fotógrafo. “O engajamento vai muito além do número de curtidas recebidas em uma página”, sublinha.

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Léo Castro: Fotógrafos exploram menos de 60% do potencial do Facebook (foto: Dani Castro)

Para aumentar o engajamento, Castro recomenda que, além das tradicionais postagens sobre trabalhos realizados, o fotógrafo publique dicas para seu público-alvo, mesmo que não tenham relação com a fotografia. “Postar a sua opinião sobre o seu mercado também é interessante. E o mais importante: abrir um canal de relacionamento, buscando uma relação pessoal, com novos e antigos clientes, para que o nível de interação seja elevado”.

O quarto “pecado” é não usar as ferramentas de venda da rede. “Existe várias. Uma que gosto muito, e é sem custo, é a construção de like gates (veja aqui). É construída através de um aplicativo, onde podemos oferecer algo de valor para o público-alvo em troca de um cadastro para comunicação através de e-mail marketing”. Ele também indica as ferramentas de anúncios do Facebook. As mais eficientes, em sua opinião, são a impulsão de posts (“o fotógrafo pode potencializar as postagens de maior sucesso”), anúncios de links externos (“que devem ser direcionados a informação de serviços e posterior venda”) e o remarketing, que é uma forma avançada de anúncio: “Você já entrou em um determinado site e depois começou a ver anúncios dele no Facebook? O remarketing é isso e tem alto poder de conversão de clientes”, garante.

De modo geral, essas regras valem para as outras mídias, por exemplo o Instagram. Mas é preciso observar a forma como o usuário interage e utiliza as outras redes: “Entender o comportamento e o perfil do usuário é outro ponto importante para utilização de outras mídias”, adverte o especialista.

 De olho no marketing
“O fotógrafo profissional deve buscar no Facebook atrair o cliente com imagens que representem o seu estilo, gerar o interesse pelo seu trabalho através de engajamento, aumentar o desejo do prospect utilizando o relacionamento e provas sociais, como por exemplo, depoimentos. E, por último, estimular a ação final por meio de chamadas para solicitação de informações e orçamento”, diz Léo Castro. Abaixo, veja mais algumas dicas do fotógrafo para melhorar seu desempenho na rede:
  •  Definir um tom de comunicação que combine com seu público-alvo. Esse tom pode ser mais descontraído ou formal, dependendo do seu negócio.
  • Respeite todos os seguidores. Mesmo que em algum momento você seja criticado, são nas crises que a marca pessoal do fotógrafo é fortalecida ou pode cair em desgraça.
  • Entenda com quem você está falando e o que ele está buscando.
  • Mantenha o foco no seu negócio.
  • Fuja de opiniões pessoais relacionadas à política, religião e outras posições polêmicas.

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Alcides Mafra

Alcides Mafra

Jornalista e colaborador do iPhoto Channel (alcidesmafra@iphotochannel.com.br)

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