“Um desabafo da almaâ€, é assim que Carlos Aliperti, 58, vê a fotografia, com a qual teve contato na adolescência, em EspÃrito Santo do Pinhal, no interior de São Paulo. Inclusive, guarda com carinho a Zeiss Ikon Contarex que foi de seu pai, companheira de suas primeiras experiências fotográficas.
Nascido na capital, Carlos sempre trabalhou como diretor de arte e designer gráfico, desenvolvendo seu trabalho autoral em paralelo. Porém, cansado da fotografia analógica e do “cheiro de ácido acéticoâ€, resolveu dar um tempo. E lá se foram dez anos sem fotografar, até que, quatro anos atrás, estimulado pela evolução dos equipamentos digitais, retomou sua paixão.
Atualmente, desenvolve alguns trabalhos de fotografia para os clientes do seu estúdio de design gráfico e publicidade em Pinhal, onde mora desde os doze anos. Ano passado, teve a foto O cavalo e a neblina selecionada no Nikon Photo Contest e inserida no calendário comemorativo da competição. Este ano, seu projeto Fragmentos da Simplicidade foi escolhido em um programa de novos talentos e exposto no Museu da Imagem e do Som, entre junho e agosto.
No texto que apresentou a série, sua fotografia foi descrita como um trabalho “que alia a simplicidade à estética, ao cromatismo e à composição equilibrada. Está presente a criação de um artista que não se prende a padrões, estilos ou ensaios, e registra seu dia a dia naturalmente, sem pressa, pois, segundo Aliperti, para ‘cada fotografia existe o lugar certo, o momento certo e, principalmente, o estado de espÃrito certo’â€.











