Reconhecido mestre no uso da cor em fotografia, o fotojornalista carioca Walter Firmo, 76, tem uma produção igualmente relevante em preto e branco. E é esta última faceta do trabalho do grande fotógrafo que o Oi Futuro escolheu para abrir sua temporada 2014 de exposições.
Brasil em preto e branco – Walter Firmo tem curadoria do também fotógrafo Milton Montenegro e está no espaço cultural de Ipanema, no Rio, desde o inÃcio do mês. Ficará na galeria do terceiro nÃvel do Oi Futuro até 2 de março. Na abertura, foi lançado um aplicativo para iPhone com relatos e imagens inéditas de Firmo.
“Ao patrocinar e apoiar o primeiro aplicativo de um fotógrafo brasileiro e a exposição, a Oi, a Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e o Oi Futuro reconhecem nesse artista de alma popular o poder da conjunção das novas tecnologias para a divulgação, em escala internacional, de um trabalho documental essencialmente brasileiroâ€, declara Roberto Guimarães, diretor de cultura do Oi Futuro.
Já a mostra é composta por 60 fotografias em preto e branco, um tipo de registro que o fotógrafo ganhador do Prêmio Esso em 1963 define como “sério e encantadorâ€. “Se tivéssemos que fazer uma sÃntese da fotografia brasileira e atribuir-lhe um nome, ela se chamaria Walter Firmo. Nenhum outro fotógrafo é capaz de usar a luz tropical para retratar o paÃs e sua gente com resultados tão plásticos e poéticosâ€, afirma Milton Montenegro.
O aplicativo reúne registros históricos de paisagens, personagens e manifestações da cultura brasileira, indo dos anos 1940 até os dias de hoje. Ainda há um vÃdeo de um minuto, que apresenta um Walter Firmo descontraÃdo, andando e cantando pelas areias de Copacabana. Além da galeria de fotos, onze delas com áudio explicativo gravado pelo próprio artista, uma fotobiografia compõe o perfil do fotógrafo: “É preciso ter a coragem de mostrar de onde você veio, se nasceu em Copacabana, Manhattan, Maranhão ou no subúrbio de Irajá, no Rio de Janeiroâ€, conta Firmo no aplicativo.
A galeria do Oi Futuro em Ipanema fica na R. Visconde de Pirajá, 54.


