Seu Ari Edmundo Flach, 64, pode ser considerado um “visionário”. Ele antecipou em quase 50 anos a moda do momento: tirar selfies. Claro que, à época, o termo nem existia, mas o que seu Ari fazia lá em Marmeleiro, no interior do Paraná, era exatamente a mesma coisa: esticar o braço, apontar a câmera para si e a família e clicar. Só que com uma câmera de filme.
“Esses retratos nem sempre davam certo, mas ele perdia muito poucas. Não dava para tirar muitas, aquilo ali tinha um custo!”, contou dona Anaide Maria Baggio Flach, 54, esposa do seu Ari, ao portal G1. Além disso, demorava para ver o resultado. Seu Ari levou dois meses para ver seu primeiro “selfie”, pois teve que levar o filme até Curitiba para revelar.
Ele cultivou o hábito por quase quatro décadas. Embora ainda fotografe, agora com câmera digital e aparelho celular, o paranaense largou a “moda” dos selfies nos anos 1990, após a morte de um dos filhos, aos quinze anos de idade. Veja algumas fotos do seu acervo aqui.
Brendan Fraser: ator também é um fotógrafo brilhante
Jogador usa fotógrafo como toalha para limpar as mãos na Copa do Mundo
Foto do crânio revelou o verdadeiro rosto de Dom Pedro I, o homem que decretou a independência do Brasil
Montagens fotográficas mostram o chocante contraste social no mundo