O FotoRio, encontro bienal de fotografia do Rio de Janeiro, encerra sua maratona de abertura de exposições (foram cerca de 100) com duas mostras no Memorial Getúlio Vargas: O Rio de Augusto Malta, com obras do fotógrafo oficial da capital fluminense durante a primeira metade do século 2o, Augusto Malta, e Caminhos do Valongo, de João MaurÃcio Bragança, que apresenta um Rio mais contemporâneo, porém com o olhar voltado ao passado. Ambas permanecem em cartaz até 29 de setembro, com entrada gratuita.
As duas exposições têm curadoria de Milton Guran. “Poucas cidades tiveram o privilégio de ser o personagem principal da obra de um fotógrafo com essa argúcia visualâ€, afirma o antropólogo, fotógrafo e coordenador do FotoRio, fazendo alusão ao trabalho de Augusto Malta (1864-1957), que ocupou o cargo de fotógrafo da municipalidade entre 1903 e 1936 e conciliou, em sua obra, o avanço da modernidade e das grandes obras públicas com o cotidiano do Rio antigo, dos quiosques e ambulantes.
Já Caminhos do Valongo é resultado de uma pesquisa iniciada por João MaurÃcio Bragança em 2008. Durante cinco anos, o fotógrafo retratou o cotidiano da zona portuária do Rio, buscando reminiscências do perÃodo em que o local foi palco do comércio de escravos africanos e relacionando com os dias atuais, em que a região é parte de um extenso projeto de revitalização urbana. João dividiu a pesquisa em quatro séries (Arquitetura, Detalhes, Paisagem e Personagens) e utilizou filmes 35mm preto e branco para acentuar a carga simbólica, artÃstica e poética da obra.


