Fotógrafo ganhador do Prêmio Conrado Wessel de Arte deste ano, o pernambucano Gilvan Barreto está com exposição em cartaz no espaço cultural Ateliê da Imagem, no Rio de Janeiro, cidade onde ele vive há oito anos. Trata-se de um material produzido para o livro Moscouzinho (Tempo d’Imagem, 2012), que ficou de fora da edição final, e aparece sob o nome de Arqueologia de Ficções.
Com exibição até 26 de julho, a mostra reúne 27 fotografias inéditas. Segundo Gilvan, em sua pesquisa para o livro foram acumuladas centenas de imagens e mais os álbuns e documentos oficiais. O livro, entretanto, foi editado em pequeno formato. “Dá a impressão ao leitor que ele achou uma caderneta antiga, um diário particular. Com a exposição, vamos ter fotos gigantes. O plano era esse. Os segredos guardados no livro pequeno agora são escancarados em grandes ampliações”, diz Gilvan, que contou com a curadoria da antropóloga e pesquisadora Georgia Quintas na elaboração da mostra.
Moscouzinho trata de Jaboatão dos Guararapes, terra natal de Gilvan, que na década de 1970 promoveu uma espécie de socialismo tropical – foi a primeira cidade brasileira a ter um prefeito comunista. O livro lida com as reminiscências do fotógrafo e sua relação com o pai, um militante político de esquerda.
“É um projeto realmente autobiográfico, meu pai me botou pra ver e sentir política desde pequeno. Mas tem invenção também. Reescrevi a história através das fotos como se fosse uma crônica ou romance. Ao pesquisar os documentos do Dops vi o quanto são fictícios, fantasiosos. Se os militares podiam fazer isso, eu também posso”, afirma.


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