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Juiz condena fotógrafo de casamento em R$ 110 mil por não entregar fotos e vídeos

Infelizmente, esse é um problema mais comum do que se imagina na fotografia. Por falta de organização, responsabilidade e falta de profissionalismo, muitos fotógrafos não entregam as fotos contratadas por seus clientes, mesmo sendo pagos pelo serviço. Porém, essa história nunca acaba bem para os fotógrafos. Foi o que aconteceu com o fotógrafo de casamento Amam Bal.

Ele acaba de ser condenado por um juiz a pagar US$ 22 mil (cerca de R$ 110.000) por comportamento fraudulento ao não entregar as fotos e vídeos a seus clientes depois de seis anos após a prestação do serviço.

O casal canadense Kaman e Ramandeep Rai contratou o fotógrafo para tirar as fotos e fazer os vídeos de seu casamento em 2015. Na época, eles fecharam um contrato de US$ 8.500 para receber um pacote chamado platina. Depois do casamento, o casal disse ter enviado várias mensagens pedindo para o fotógrafo a entrega do material.

Juiz condena fotógrafo de casamento em R$ 110 mil  por não entregar fotos e vídeos

Foram mais de 2 anos e meio tentando, sem sucesso, o recebimento das fotos e vídeos. O fotógrafo dizia que a entrega seria feita em breve, mas nunca cumpriu sua palavra. E assim o casal entregou com um processo por quebra de contrato.

Segundo, relatado pelo site Vancouver Sun, o fotógrafo atua a quase 20 anos no mercado e alegou que não entregou o material porque o casal não fez o pagamento da última parcela prevista em contrato no valor de US$ 3.500.

Porém, o juiz responsável pelo caso condenou o fotógrafo de casamento a pagar uma indenização de US$ 22.000 ao casal. Um dos principais argumentos do juiz para a condenação foi que o fotógrafo já havia sido processado outras 5 vezes entre 2011 e 2019 pelo mesmo “padrão de comportamento enganoso que frustra pessoas inocentes”.

Juiz condena fotógrafo de casamento em R$ 110 mil  por não entregar fotos e vídeos

Outro detalhe importante que o juiz identificou é que o fotógrafo, intencionalmente, redigia o contrato de forma confusa e até como nomes diferentes para se proteger de eventuais ações judiciais. “O documento é totalmente incompreensível. O fotógrafo deliberadamente usou nomes diferentes em suas negociações com os clientes, criando confusão e, possivelmente, um caminho para ele escapar da responsabilidade, se necessário, obscurecendo a sua verdadeira identidade”, disse o juiz na sentença.

Mas como o tribunal chegou ao valor de US$ 22.000 na condenação? O juiz compôs o valor da seguinte forma: US$ 7.000 para finalizar as fotos e vídeos brutos em álbuns, outros US$ 10.000 por sofrimento mental e mais US$ 5.000 por danos morais. O juiz também alegou que o casal foi privado de compartilhar as memórias do seu casamento com seus familiares e até pessoas que não puderam ser convidados para o casamento em função da atitude fraudulenta do fotógrafo.

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