Vencedora de dois Oscar, três Emmy e cinco Globos de Ouro, a atriz Jessica Lange vem a São Paulo para lançar sua exposição de fotos no MIS (Museu da Imagem e do Som), que começa nesta quarta-feira (11).
Originalmente intitulada “Unseen” (não visto, em tradução livre), a exposição “Jessica Lange: Fotógrafa” é composta por 135 fotografias e 12 folhas de contato, todas em preto e branco. Composta por imagens feitas nos últimos 20 anos com uma câmera Leica M6, que ganhou do ator, diretor e escritor Sam Shepard, as fotos são organizadas em duas séries: “Coisas que vejo” e “México”.
Em entrevista ao site UOL, Jessica diz que se não fosse altriz provavelmente teria seguido a carreira de fotógrafa profissionalmente. “A fotografia funciona como uma forma de meditação para mim”, relata.
Confira alguns trechos da entrevista:
UOL – O que a distingue como fotógrafa?
Jessica Lange – Olha, não sei. Eu nunca sou muito boa ao falar de mim mesma desse jeito. Eu acho que eu me projeto para um outro tempo… O que acho fascinante sobre usar filmes para fotografar é capturar um momento etéreo e reduzi-lo a branco e preto, sombras e luz. Eu não estou interessada em manipular imagens. Não estou interessada em cores, em computação gráfica, nada disso. É um approach bem antiquado, na verdade…
Inclusive sua câmera…
Sim. Ainda fotografo com filmes…
Deve ser muito difícil para você fazer isso nos dias de hoje, em que tudo é eletrônico e digital…
Sim. E está ficando cada vez mais difícil, aflitivo até… Um dos filmes que gosto de usar, que é um filme de exposição rápida, para fotografar à noite, a Kodak não fabrica mais. Então eu tive que parar um trabalho, que ficaria descontínuo por causa disso. Alguns produtos químicos para revelação e alguns papéis de impressão não estão mais sendo feitos. Hoje em dia não é fácil de entrar em uma loja e pedir um filme. Ninguém mais tem isso.
Li que você adora fotografar o México, por quê? O que tem de especial naquele país que a inspira tanto?
O México é muito cinematográfico e teatral. Aquelas pequenas vilas. O jeito que as ruas são dispostas. As pessoas vivem nas ruas. Há uma vida a ser observada, bem diferente de Nova York, por exemplo. A coisa é que, em alguns lugares do mundo ainda existe essa vida sendo vivida em espaço aberto. Hoje a maior parte da vida acontece a portas fechadas. E você vai a um lugar desses e você observa famílias, namorados… Tudo está ali. E não é o mesmo em todos os lugares.
Para conferir a entrevista completa acesse aqui.
Confira algumas das fotografias expostas na mostra:

Fonte: UOL.






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