“Lugar nenhum” reúne pinturas e fotos no IMS

Abre neste sábado (2), às 17 horas, no Instituto Moreira Salles (IMS) do Rio de Janeiro, Lugar nenhum, exposição coletiva que reúne trabalhos de oito artistas brasileiros. Com 56 obras no programa, a mostra explora a afinidade temática que aproxima fotógrafos e pintores contemporâneos.

O crítico de arte Lorenzo Mammì e a coordenadora de artes visuais do IMS, Heloisa Espada, curadores da mostra, identificaram um traço comum na produção de vários artistas dessas duas áreas: o interesse por lugares quase sempre vazios e anônimos.

Assim, conceberam a exposição com base no conceito de terrain vague (terreno vago), estabelecido pelo arquiteto catalão Ignasi de Solá-Morales, segundo o qual espaços aparentemente esquecidos no presente podem guardar resquícios do passado.

Entre os artistas presentes, três são pintores: Marina Rheingantz, Ana Prata e Rodrigo Andrade. Os demais (Celina Yamauchi, Lina Kim, Luiza Baldan, Marina Rheingantz, Rubens Mano e Sofia Borges), fotógrafos. Mas mesmo o primeiro grupo dialoga com a fotografia, visto que utiliza imagens de livros, revistas, jornais, arquivos pessoais ou da internet para criar suas telas.

Os fotógrafos, por sua vez, cada um a seu modo, demonstram a mesma liberdade do pintor para interferir na cena registrada, seja modificando o lugar fisicamente, como faz Rubens Mano, seja por manipulações digitais, como fazem Lina Kim, Celina Yamauchi e, em alguns trabalhos, Sofia Borges.

Lugar nenhum fica em exibição até 2 de junho, na Rua Marquês de São Vicente, 476. Na abertura, haverá uma mesa-redonda com os curadores e o crítico de arte Sérgio Bruno Martins, com entrada gratuita (as vagas são limitadas).