Fotógrafos desafiam colegas em “corrente†fotográfica no Facebook

Uma iniciativa interessante vem ocupando a timeline de alguns fotógrafos nesses últimos dias. Trata-se dos desafios fotográficos. A brincadeira consiste em “desafiar†algum colega a publicar, durante um perÃodo, uma série de fotografias relativas a um tema em seu perfil no Facebook.
“É tipo uma pirâmide fotográficaâ€, explica o documentarista baiano Alvaro Villela, que aceitou o desafio da vez: postar uma foto em preto e branco por dia durante cinco dias.
Além de cumprir com a tarefa, o participante precisa passar adiante o desafio, convidando algum outro fotógrafo a entrar no jogo. E todos devem marcar seus parceiros a cada postagem, para aumentar a circulação das imagens.
“Resumindo, a quantidade de fotos cresce em progressão geométrica. Eu convido cinco pessoas a cada foto que publico, que por sua vez convidam mais cinco pessoas cada, ou seja, 25 pessoas, que publicam 625 fotos e por aà vaiâ€, calcula o autor de A natureza do homem no Raso do Catarina (2006). “Eu moro em Salvador e quem me chamou foi uma fotógrafa do Rio. Eu já chamei um fotógrafo que mora em Berlim e outra que mora em Aracaju… imagine!â€


Alvaro não sabe como a ideia surgiu. “Isso é que nem pé de cobra: quem vê, morreâ€, brinca. Armando Vernaglia Junior, outro participante do desafio, também não sabe a origem da “brincadeiraâ€. “Vi postagens de fotógrafos de fora, ainda com esses desafios em inglês. Então, pelo que percebi, começou fora e foi trazido para cá, mas não faço ideia de quem começou por aquiâ€, diz o fotógrafo paulistano, diretor de fotografia e autor do blogue Dicas do Vernaglia.
Para ele, a ação tem feito a comunidade fotográfica se mexer para tornar o Facebook um lugar “mais fotográficoâ€. “E são homenagens, você só desafia alguém que goste das fotos, que queira ver as fotos dessa pessoa por gostar do que ela faz. Então, ao desafiar alguém, é um elogio ao trabalho dessa pessoaâ€, afirma.
“Acho que o maior desafio é sair da mediocridade de postar qualquer coisaâ€, propõe Villela, que ficou à vontade remexendo no acervo para escolher as fotos do desafio: a maior parte da sua produção é em preto e branco: “Tenho impressão que são imagens mais pensadas. Não estou dizendo que a foto em cor não seja pensada, mas talvez seja mais fácil de ser banalizadaâ€, acredita.

