“Tive vários abortos espontâneos e quando me sentei para este projeto, estava na gravidez 6, que seria o meu primeiro filho se fosse atendida. Sofri muita ansiedade nesta gravidez devido a tudo o que aconteceu antes. Quando me sentei para o meu retrato, eu tinha 31 semanas, mas ainda não havÃamos começado o montar o berçário ou colocar nada fÃsico no lugar que dissesse que isso está realmente acontecendo”, contou Lizzy Ayers. Nota do autor: “Fico feliz em dizer que Lizzy teve o mais lindo garotinho durante o isolamento de 2020. “
Há 25 anos, saà da escola para conseguir meu primeiro emprego de assistente de fotógrafo. Há 22 anos, me mudei de Aberdeen para Londres para prosseguir minha carreira fotográfica. Há 18 anos, consegui meu primeiro emprego não auxiliar trabalhando com fotografia de risco. Há 15 anos, conheci a senhora com quem me casaria e há 12 anos sofremos nosso primeiro aborto. Não seria o último.
“Eu queria ser pai e senti que era a hora certa para ser pai. Pela alegria de fazer o teste de gravidez com minha esposa, não conseguia imaginar a dor que isso nos traria semanas depois, ao descobrir que nosso bebê nunca nos veria ou o mundo. Amarramos uma fita em uma árvore em um lugar especial em memória de nosso filho. Com o passar dos anos, a fita se foi, mas a dor de perder nosso bebê permanece”, disse Geoff Stubbs.
“Na verdade, estávamos chegando ao terceiro aniversário de perda de nosso bebê. Tive três gestações normais e três partos normais e nunca pensei que perderia um bebê. É tão importante encorajar as pessoas a falar sobre aborto espontâneo e natimorto, por isso eu queria fazer parte do projeto”, revelou Melanie Sekules.
Nota da redação: O termo “bebês arco-Ãris” foi escolhido para definir crianças que nascem de uma mãe que sofreu anteriormente um aborto espontâneo ou que teve um filho morto prematuramente. E, assim como um arco–Ãris, eles são aquela luz colorida de esperança após uma cinzenta tempestade.