Nu e Sensual

Fotógrafo brasileiro faz releitura de 50 Tons de Cinza

Foto: Anderson Yamada

Quando chegou ao Brasil, em fevereiro deste ano, o filme “50 Tons de Cinza” causou furor. A Universal divulgou que 500 mil pessoas foram aos cinemas na estreia da adaptação do romance erótico da autora E. L. James. Em Manaus (AM), Anderson Yamada, 38, estava numa das salas lotadas que exibiam o filme, curioso para saber como a relação sadomasoquista descrita no livro seria transposta para a tela grande. Saiu de lá decepcionado. Mas com uma ideia: fazer a sua própria “versão dos fatos”.

Foto: Anderson Yamada
Foto: Anderson Yamada

Assim nasceu o ensaio Meus tons de cinza. “Tentei colocar todo o meu conhecimento sobre o tema, mas de uma forma que não machucasse, pois esse não era o intuito, e sim retratar o que poderia ser [o universo sadomasoquista] de uma forma mais artística”, conta.

Foto: Anderson Yamada
Foto: Anderson Yamada

Natural de São Paulo, Yamada vive há doze anos na capital amazonense – há quatro trabalhando como fotógrafo. Seu principal produto são os ensaios sensuais e de nudez. Em 2014, uma cliente pediu-lhe umas fotos com caracterização sadomasoquista. Para seu espanto, o ensaio repercutiu muito bem e trouxe nova clientela, formada tanto por mulheres quanto homens e casais. Anderson acrescentou esse tipo de trabalho – que ele chama temático – no portfolio. Daí o seu interesse pelo filme.

Foto: Anderson Yamada
Foto: Anderson Yamada

“Tenho um conceito de sado, submissão, e percebi que isso poderia ser um fetiche muito interessante, sendo que o filme, no quesito fotografia, achei muito fraco. Foi aí que comecei os trabalhos de meu projeto”, explica o paulistano. Assim, ele chamou alguns amigos e se ocupou do ensaio, entre os meses de fevereiro e março.

Foto: Anderson Yamada
Foto: Anderson Yamada

Apesar de criticar o filme, Yamada reconhece que a produção ajudou a alavancar o produto. “Acho que o universo SM teve um ‘up’ por causa do filme, mesmo não sendo aquilo lá. As mulheres começaram a procurar muito mais [os ensaios] após o filme”, constata.

Foto: Anderson Yamada
Foto: Anderson Yamada

Nem toda repercussão tem sido positiva, no entanto. A exemplo do próprio filme, Anderson arranjou briga com ativistas feministas, que fizeram barulho quando ele postou algumas imagens na internet, acusando-o de apologia a práticas violentas. Ele se defendeu, explicando que apenas retratou as fantasias que muitas pessoas têm. Fetiches. Mesmo assim, alguns grupos de fotografia o boicotaram: “No Caçadores de Imagens me baniram sem explicação, apenas me excluíram do grupo, mesmo o grupo tendo curtido 2 mil vezes uma foto que chamei de Mandala Feminina. Vai entender”.

Foto: Anderson Yamada
Foto: Anderson Yamada
Foto: Anderson Yamada
Foto: Anderson Yamada
Foto: Anderson Yamada
Foto: Anderson Yamada
Foto: Anderson Yamada
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