
A fotografia de natureza acordou nesta terça-feira (03) de luto, com a notÃcia da morte do especialista Luiz Cláudio Marigo, aos 63 anos de idade. O fotógrafo, reconhecido internacionalmente, sentiu uma dor súbita dentro do ônibus que o levava para casa, no Rio de Janeiro. Levado ao Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Marigo não obteve atendimento – os funcionários estavam em greve e o hospital não tem atendimento de emergência.
As notÃcias que correram na tarde de ontem davam conta de que um idoso havia morrido em frente ao hospital de cardiologia. Só mais tarde o homem que havia sofrido enfarte foi identificado como sendo Marigo. Um filho do fotógrafo o identificou numa foto divulgada pelo site do jornal O Globo.
Durante a cerimônia de despedida de Marigo, na tarde desta terça, no Cemitério São João Batista, bairro Botafogo, além do luto e da tristeza, houve manifestações de indignação: “Segundo relatos, Luiz Cláudio entrou bem no ônibus. Estava animado, mas sentiu uma dor forte no peito. O motorista disse que ia levá-lo para o Instituto Nacional de Cardiologia, que é referência. Chegando lá, a equipe de atendimento disse que não ia atendê-lo e que ligasse para o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que acabou demorando muitoâ€, disse à reportagem do Globo CecÃlia Marigo, 69, viúva do fotógrafo. Gustavo, 32, filho do casal, acrescentou: “O hospital recusar ajuda é revoltante. Todo médico faz aquele juramento, cujo sentido é ajudar, mas faltou a consciência que o motorista, passageiros e pedestres tiveramâ€, afirmou.