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Fotografia de parto: o registro de uma chegada

Nove meses de espera e a vida de uma mulher é mudada completamente. A gestação e o parto são momentos únicos para uma mãe. A fotógrafa pernambucana Michelle Vilanova, desde que passou pela experiência da maternidade, decidiu que queria eternizar essa ocasião: “A fotografia é o instrumento que tenho para isso!”

Registrar partos envolve muita emoção e preparação. No primeiro momento, deve se preocupar em ter a autorização do hospital. É necessário ir até a instituição, apresentar o portfolio e deixar claro como é realizado seu trabalho, e então saber quais são as exigências que precisam ser cumpridas e que regras devem ser seguidas.

Michelle, atualmente, tem um contrato de exclusividade com o Hospital Memorial São José, do Recife (PE), o que facilita seu acesso e trabalho com a equipe de cirurgia, da qual ela já se tornou conhecida. Ela aconselha: “Respeite os médicos, cada um trabalha de uma forma. Não acho conveniente fotografar a cirurgia, isso pode gerar um desconforto e todos precisam de tranquilidade”.

Além dessa preparação, o fotógrafo deve estar pronto para qualquer situação inesperada. “Depois que assumo o compromisso, fico à disposição. A qualquer hora a mãe pode ligar para irmos para a maternidade. Talvez ela entre em trabalho de parto quando eu estiver na praia ou no meio da noite. Não importa, vou correndo para o hospital”, comenta Michelle.

Acontecimentos assim são marcados por forte emoção. No momento em que a mãe dá a luz, com toda a agitação, o fotógrafo precisa capturar esses instantes de felicidade sem que seja um obstáculo na sala de cirurgia. Não pode falar alto, deve ter cuidado com a movimentação na sala para não atrapalhar e nem contaminar os médicos, buscando sempre as melhores fotos sem chamar a atenção. Com sua Nikon D700 e uma lente Sigma 17-70mm 2.8, Michelle clica tranquilamente o momento, deixando todos à vontade. Ela toma outros cuidados, como lavar bem as mãos, manter as unhas curtas e esterilizar todo o equipamento com álcool 70 graus.

Com todas essas precauções, ainda é preciso saber lidar com os sentimentos dos clientes. Antes do parto, os pais estão ansiosos e tensos. Depois a mãe está preocupada com o bebê e a amamentação. “Tudo precisa ser feito com muito carinho. A foto nunca é realizada na hora em que você quer, mas sim na em que o bebê e a mamãe permitem”, afirma a fotógrafa.

Quando se trata da técnica, a principal dificuldade é a luz: “O espaço é pequeno e não permite modificações. Eu me limito a usar a luz onde ela está e, na maioria das vezes, não está no melhor lugar”. Ainda assim, busca compor suas fotos focando sempre na emoção – “enquadro minhas fotos a partir desse sentimento”. Ela entrega suas fotos tratadas e em alta resolução nem kit, que inclui um CD, um DVD com vídeo e um fotolivro 20x30cm com páginas personalizadas. “Minha realização é tornar o momento mais importante da vida de uma mulher inesquecível. É uma experiência incrível e amo muito que eu faço. Me encontrei e me realizo todos os dias”, garante.

 

Sobre o autor

Cynthia Badlhuk

Cynthia Badlhuk

Estudante de Jornalismo, apaixonada por música, fotografia e literatura contemporânea. Escreve também para o site www.livrosdefotografia.com.br. Contato: cynthia@iphotoeditora.com.br

1 comentário

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  • Captar emoções, sentimentos e momentos inesquecíveis com suas lentes “mágicas” é ,sem dúvida, uma realização não só profissional, mas também pessoal! Parabéns à Michelle Vilanova pela sensibilidade ímpar e pelo maravilhoso trabalho!!