Casamento Gestão de carreira

Social: antes de tudo, garanta o caixa

Tomar a importante decisão de mudar de profissão e abraçar um caminho novo exige mais que reflexão. Exige planejamento. Especialmente quando se está em jogo deixar a vida de assalariado e abrir um negócio próprio. Virar fotógrafo profissional, por exemplo. O pernambucano Nelson Neto, 29, sabia disso quando resolveu largar o ramo da informática e enveredar pela fotografia social. Graças à sua formação em administração.

“Foi o que me permitiu migrar o sustento familiar que vinha do emprego de administrador de redes para o mercado autônomo de fotógrafo”, concorda o agora profissional da área, que vive em Salvador (BA) desde os seis anos de idade e fotografou seu primeiro casamento em setembro de 2008. “A formação me ajudou a estabelecer metas, alvos, controle financeiro, fluxo de caixa, um pouco de marketing, vendas, estratégias de negócio, o que se tornou um diferencial para crescer no mercado”, acredita.

Nelson foi atraído para a fotografia pela tecnologia envolvida: “Era isso que fazia meus olhos brilharem. Mas aos poucos fui entendendo que isso era apenas técnica e que precisava estudar luz, composição, fotojornalismo e artes”, diz o membro das associações internacionais WJPA e Fearless Photographers, que comemora o bom momento da Bahia no segmento e sua safra recente de bons profissionais. “Quatro anos atrás estávamos fora do cenário nacional, mas hoje temos excelentes fotógrafos no mercado, com trabalhos reconhecidos nacionalmente”, avalia.

Nelson Neto: formação em administração foi seu “diferencial” (foto: Pedro de Souza)

Processo semelhante passou o seu próprio olhar, que amadureceu ao longo do que chama de “sete anos de muito estudo”, durante os quais estabeleceu o seu estilo, cujo foco, porém, não mudou: Nelson continua a perseguir “momentos raros” da cerimônia, pequenos gestos que cobram do fotógrafo paciência e atenção de caçador para detectar, e mais a sorte de estar no lugar certo, na hora exata, para capturar esse instante fugidio.

Voltando à questão das finanças, o pernambucano não se sente à vontade para oferecer uma fórmula, pois acha que as mudanças que o mercado sofreu nestes anos inviabilizam isso. “O que deu certo pra mim naquela época pode não dar certo hoje”, justifica. Porém, não se furta de fazer uma recomendação: tenha algum dinheiro em caixa antes de se aventurar a fotografar profissionalmente. De preferência, para segurar um ou dois anos sem precisar tirar dinheiro do negócio. “Assim, pode entrar no mercado com uma solidez no caixa muito grande, o que permite transmitir confiança aos clientes e investir em equipamento e conhecimento com mais rapidez”, argumenta.


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Alcides Mafra

Alcides Mafra

Jornalista e colaborador do iPhoto Channel (alcidesmafra@iphotochannel.com.br)

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