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Fotografia de interiores: imagens para se sentir em casa

Livro de fotografia

Com o país em desenvolvimento e tantos empreendimentos sendo construídos, a fotografia de interiores se tornou um ramo lucrativo para fotógrafos. Um dos maiores desafios nessa área é fotografar lugares pequenos. “É complicado explorar os ângulos quando não se tem espaço”, afirma Daniela Buzzi, uma fotógrafa apaixonada por arquitetura.

Quando Daniela comprou sua primeira câmera digital compacta e fez um intercâmbio na Espanha, a necessidade de contar sobre a viagem a fez perceber que realmente gostava de fotografar. Depois de dois anos, já morando na Itália, ela começou a vivenciar história, arte, cultura e arquitetura. Por sugestão da amiga arquiteta Monique Junkes, uniu suas duas paixões: fotografia e arquitetura.

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Ao fotografar interiores, Daniela sempre observa as entradas de luz natural e também o projeto luminotécnico pensado para os ambientes. “É fundamental que a pessoa que vai retratar compreenda o espaço para que consiga explorar da melhor forma possível”, afirma ela. A fotógrafa prefere trabalhar com a luz natural dos ambientes. “Prefiro não interferir no projeto com luzes de apoio. Quando vou embora elas vão comigo, não fazem parte da obra”, completa.

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Dica importante é sempre fazer uma pesquisa para não ter surpresas ao chegar ao local. “Quando não consigo visitar o local com certa antecedência, procuro esclarecer esses pontos importantes com o cliente. Alguns me enviam o projeto para que eu possa analisar melhor” explica Daniela.

Para a fotógrafa é fundamental que as fotos sejam comerciais e neutras. “Elas podem ter uma brincadeira com distorção de ângulos, mas sem excessos para que as imagens não se tornem confusas”, afirma. Daniela gosta de cortes claros, que não confundam os observadores. “Sem eles nunca terem estado no ambiente, devem compreendê-lo e, o melhor, deve sentir-se nele”, conta ela. Ela prefere trabalhar com equilíbrio e cores fiéis sem muita saturação, para que o ambiente possa ser naturalmente reconhecido quando visitado.

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Com sua Canon 5D, um tripé para as longas exposições e duas lentes, uma grande-angular e uma teleobjetiva para detalhes, Daniela procura criar um verdadeiro passeio pela obra. “Um projeto, independente do seu tamanho, tem toda uma importante história: levou tempo para ser elaborado, para ser aprovado, para ser executado e finalizado”, afirma. Para ela, é essencial ter em mente a importância que a fotografia tem para o contratante, colaboradores, clientes, fornecedores e todas as inúmeras pessoas envolvidas no projeto.

Confira outras imagens de Daniela Buzzi:

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Sobre o autor

Cynthia Badlhuk

Estudante de Jornalismo, apaixonada por música, fotografia e literatura contemporânea. Escreve também para o site www.livrosdefotografia.com.br. Contato: cynthia@iphotoeditora.com.br

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