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Artista brasileira coloriza fotos de prisioneiros de Auschwitz

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A jovem artista mineira Marina Amaral, de 23 anos, ganhou projeção internacional colorindo imagens históricas. Mais recentemente, ela teve acesso a quase 40 mil fotos cedidas pelo Memorial e Museu de Auschwitz-Birkenau, na Polônia. A ideia é mostrar com cores o horror escondido nas faces dos prisioneiros.

“Acredito que as cores são capazes de quebrar qualquer barreira criada pela monocromia, permitindo que se crie uma conexão mais profunda e íntima entre a pessoa que vê e a foto”, disse Marina em entrevista ao Resumo Fotográfico.

Ao G1, a artista é idealizadora do projeto Faces of Auschwitz contou que tinha feito uma proposta ao Memorial de Auschwitz, mas que eles teriam ficado receosos. Mas quando Marina publicou a foto colorizada (abaixo) da jovem Czeslawa Kwoka, de 14 anos, prisioneira do campo de concentração, morta em 1943, o Memorial aprovou seu trabalho, disponibilizando quase 40 mil fotos para a artista. Até agora ela já coloriu 25, utilizando o Photoshop. Cada retrato demora quase duas horas para ficar pronto.

“É preciso fazer uma pesquisa para tentar encontrar as cores mais parecidas com a realidade. No caso das fotos do campo de concentração há uma facilidade. O uniforme é padrão, né? Para saber a cor da pele, dos olhos, dos cabelos, há documentos que descrevem as características de cada prisioneiro. No certificado de óbito também é possível encontrar esses detalhes. A gente também buscar saber de que cor era o triângulo bordado no uniforme que identificava os prisioneiros”, explicou Marina.

Sobre o autor

Cid Costa Neto

Cid Costa Neto

Cid Costa Neto é natural de Belo Horizonte, é bacharel em Artes Plásticas com habilitação em Fotografia e pós-graduando em Jornalismo Digital. Atua como Fotógrafo, Professor e Programador Visual.

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