Dicas de Fotografia

Por que a Proporção Áurea é melhor do que a Regra dos Terços?

Desta vez, a espiral passa através de objetos de fundo como a cadeira e tripé, em torno da iluminação e para a perna dobrada do fotógrafo no chão | Foto: Jon Sparkman

A Regra dos Terços é uma das primeiras que aprendemos quando estamos iniciando na fotografia. E, de fato, ela é muito importante. Mas, como toda regra, ela pode ser quebrada. Ou, talvez, aprimorada. Trazemos hoje o texto (originalmente publicado aqui) do fotógrafo britânico Jon Sparkman, em que ele explica outra regra que é intrínseca à natureza: a proporção áurea. Confira:

“Há muito tempo eu era um jovem estudante de arte sendo ensinado sobre a ‘Regra dos Terços’. Foi-me dito que é um dos fundamentos mais importantes da arte e da fotografia, como ela ajuda você a obter a composição certa em suas imagens. Sobreponha grade cruzada sobre a sua imagem e corte ou mova a sua imagem de modo que os ‘pontos de interesse’ se encontrem nas linhas ou cruzamentos de linha. Parece simples, tem sido a base de milhões de imagens ao longo dos séculos. Mas é perfeita? Não! Existe uma irmã melhor? Sim! A Proporção Áurea.

Apenas para ir com calma, aqui está o que a Regra dos Terços (eu vou chamá-la a grade de agora em diante) parece em um fundo preto liso. Você provavelmente está familiarizado com ela, você a viu no visor de câmeras ou como uma sobreposição no Photoshop ou Lightroom.

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A grade é boa para certificar-se de que seus horizontes estão retos, de que os assuntos estão espaçados uniformemente ao longo da composição e geralmente dá um pouco de calma e ordem à cena.

Aqui está sua irmã superior, mais sábia e indescritível – a Proporção Áurea, também chamada de Espiral de Fibonacci. É o resultado de quando você faz alguns cálculos matemáticos complexos em um retângulo: a / b = (a + b) / a = 1.61803398875. Não há necessidade de memorizar isso, você pode encontrar modelos em toda a internet para baixar e colocar sobre suas imagens, bem como encontrar (mas muito bem escondida) para Lightroom. Para acessar essa espiral, pressione R para abrir a função de corte e, em seguida, percorra as superposições disponíveis apertando O até encontrar a espiral. Gire-a pressionando Shift + O. Há oito variações dela. No Photoshop, depois de cobrir a imagem com a ferramenta de corte, vá apertando o O até surgir a Proporção Áurea.

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Se eu colocar as duas sobreposições umas sobre as outras, você pode ver como elas se cruzam de forma semelhante. A espiral azul quase se casa com a intersecção inferior direita da sobreposição da grade vermelha. 

A intersecção inferior direita das linhas vermelhas está muito perto da curva menor da espiral.
A intersecção inferior direita das linhas vermelhas está muito perto da curva menor da espiral.

Há uma razão pela qual a proporção áurea é evitada, porque é assassinato ter todas as suas oito variações exibidas em uma tela ao mesmo tempo:

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Então, se a proporção áurea é melhor do que a grade, por que eu deveria me preocupar com isso? Colocar seus assuntos ao longo de uma linha curva em vez de linhas de grade retas atrai os olhos dos espectadores ao longo da imagem, forçando-os em se aproximar da curva menor da espiral onde você colocou seu ponto de interesse.

Espero não ter perdido você ainda! Aqui estão alguns exemplos reais da Proporção Áurea na prática em algumas das minhas imagens, uma sem uma sobreposição e outra com. Esperamos que você possa ver quantas vezes as imagens seguem as curvas e concluem com o ponto focal da imagem na curva menor.

Foto: Jon Sparkman
Foto: Jon Sparkman
A linha segue a forma do corpo do homem na cama e termina no olhar da mulher | Foto: Jon Sparkman
A linha segue a forma do corpo do homem na cama e termina no olhar da mulher | Foto: Jon Sparkman
Foto: Jon Sparkman
Foto: Jon Sparkman
Esta imagem focaliza a criança, dominando a imagem em primeiro plano, mais que a mãe adulta | Foto: Jon Sparkman
Esta imagem focaliza a criança, dominando a imagem em primeiro plano, mais que a mãe adulta | Foto: Jon Sparkman
Foto: Jon Sparkman
Foto: Jon Sparkman
Desta vez, a espiral passa através de objetos de fundo como a cadeira e tripé, em torno da iluminação e para a perna dobrada do fotógrafo no chão | Foto: Jon Sparkman
Desta vez, a espiral passa através de objetos de fundo como a cadeira e tripé, em torno da iluminação e para a perna dobrada do fotógrafo no chão | Foto: Jon Sparkman
Foto: Jon Sparkman
Foto: Jon Sparkman
O foco é atraído para o carro com a porta aberta, fazendo o espectador se perguntar “por quê?” | Foto: Jon Sparkman
O foco é atraído para o carro com a porta aberta, fazendo o espectador se perguntar “por quê?” | Foto: Jon Sparkman

Há uma série de maneiras diferentes para usar a Proporção Áurea, em retratos, paisagens, esportes e fotografia de rua. Comece a prestar atenção na proporção áurea ao editar seus retratos; Eu tenho que admitir que uma vez que eu descobri meu amor pela Proporção, eu comecei a reeditar fotos e cortá-las em relação à proporção áurea. Estas imagens recém-cortadas ficam mais dinâmicas, interessantes e levam o olho ao longo das imagens.”


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Ruca Souza

5 comentários

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  • Realmente é como se fosse um próximo no nível na fotografia. Começamos nos terço e depois passamos para algo mais difícil. Procuro sempre que posso usar a proporção áurea em minhas fotos macro, apesar de eu precisar melhorar muito meus enquadramentos.

  • Acho muito teórico e os exemplos não acrescentaram nada, a meu ver. Simplesmente a espiral não encaixa nestas fotos e o texto não ajudou. Colocar a espiral ou a regra dos terços sobre determinadas imagens prontas é diferente de pensar em montar imagens com esta conformação. Parece mais um aprisionamento da composição.
    Talvez em outras áreas, como na pintura e na arquitetura, se adeque mais, mas acho a fotografia mais dinâmica, onde a interação entre planos, luzes e sombras, ponto de foco, assunto e motivo, são mais importantes que a formação “matemática” dos itens.

    • Oi Paulo!
      Isso depende sempre do nível em que a pessoa está na fotografia.
      A Regra dos Terços é um dos princípios de composição que primeiro levam um iniciante a entender composição, justamente por sua simplicidade. Ela é, de fato, originada pela Proporção Áurea e vem da escola da pintura, uma escola muito mais antiga e complexa que a fotografia. É claro que não é a única regra de composição e existem muitas outras, assim como um vasto conhecimento fotográfico está disponível para melhorarmos sempre, como iluminação, cor, etc…

      Sobre sobreposição do esquema nas fotos, como o próprio fotógrafo explica ele faz as fotos a partir dessa perspectiva há anos, não sobrepõe.

      Abraço!

  • Concordo com o Paulo Dias. A curva, embora bem elaborada e mesmo que tenha base científica, como tentou-se demonstrar, não me convenceu. E na foto da criança, à esquerda do quadro, caso fosse utilizá-la eu a inverteria, para começar junto ao menino levando sua terminação à mulher sentada, que a meu ver atrai a atenção do espectador com seu ar pensativo. Há também uma forçação de barra nas demais fotos para encaixá-las na curva. O fato de ter sido usada por pintores de escolas tradicionais, na antiguidade, não acrescenta muita coisa, uma vez que os quadros eram meticulosamente elaborados, com dezenas de esboços, justamente para adotá-la, o que não ocorre na fotografia, em que o momento tem que ser aproveitado.

  • Todas as fotos forma capturadas com a regra dos terços, querendo ou não, com talvez um ou outro ponto levemente deslocado. Talvez seria mais interessante esquecer essa espiral e considerar a leitura da imagem como uma história.
    É como se fosse um layout qualquer, onde o olho percorre, entende a cena, chega no ápice da cena e finaliza contemplando o sentido da fotografia. A Fibonacci dá uma maior sensação de continuidade, uma sequência matémática de proporções. E ao meu ver ajuda, é bom ter conhecimento sim, mas usar como regra para fotografia não é de lá grande necessidade. Mas valeu a dica 🙂

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