O uso de softwares de edição na fotografia digital já foi muito discutido, questionado e criticado, mas hoje é uma unanimidade no mundo fotográfico. Por mais que uma foto tenha saÃdo perfeita na hora do clic, ela sempre pode ser melhorada!
Nos primórdios da fotografia digital, a manipulação da imagem foi amplamente discriminada, o que na minha opinião era um certo resquÃcio da era analógica onde não tÃnhamos praticamente nenhum controle sobre a imagem após o clique. Todas as nuances de contraste, saturação, sombras e altas luzes de nossas fotografias ficavam dependentes do laboratório fotográfico que enviávamos nossos rolos de filme, a partir da entrega no balcão passávamos toda a responsabilidade para a empresa que mantinha um certo modelo na revelação e o resultado disso era sempre o mesmo padrão.

O que poucos sabem é que a manipulação fotográfica é tão antiga quanto à fotografia. Sempre existiu o uso de ferramentas para alterar elementos na imagem. Grandes fotógrafos como Bresson e Salgado nunca esconderam sua dependência por laboratoristas que ajustavam suas imagens, a diferença era que essas ferramentas eram quÃmicas ou mecânicas e hoje são eletrônicas.
Você já se perguntou qual o significado dos Ãcones da ferramenta dodge and burn do Photoshop? Pois bem, eram ferramentas utilizadas no ampliador expondo a luz ou fazendo sombras diretamente no papel durante o trabalho darkroom, que por sua vez inspirou o nome do software Lightroom, o qual permitiu fazer esses ajustes na imagem eletronicamente sem precisar de um quarto escuro.

E são várias as ferramentas utilizadas nesses softwares que têm como referência os recursos analógicos: a ferramenta de corte demarcado, máscaras, a lupinha – tudo isso eram ferramentas utilizadas nos laboratórios. No vÃdeo que segue demonstro na pratica como conseguir alterar algumas caracterÃsticas da fotografia em locais especÃficos da imagem diretamente no papel no momento da ampliação!
