Curiosidades

I.M Pei e a pirâmide do Museu do Louvre

Foto: Bernard Bisson/Sygma via Getty
Livro de fotografia

Aos 102 anos de idade falece o arquiteto Ieoh Ming Pei, filho de um importante banqueiro chinês e dono de um currículo invejável. Pei foi quem projetou a pirâmide do Museu do Louvre. Era reconhecido como um dos arquitetos mais importantes do século 20.

O New York Times anunciou nesta quinta-feira o falecimento informado por um de seus quatro filhos. A causa da morte não foi divulgada. Pei colecionava grandes projetos pelo mundo como o Museu da Arte Islâmica no Qatar, a Galeria Nacional de Artes de Washington e Roll Hall of Fame and Museum, em Cleveland.

Pei deixou a China em 1935 para viver nos Estados Unidos, estudou arquitetura Massachusetts Institute of Technology (MIT) e na Universidade de Harvard. Sua empresa nasceu em 1955 após uma temporada de trabalho no governo e em escritórios americanos. Com foco e referência à luz o arquiteto desenvolveu projetos geométricos e abstratos, com foco no uso de materiais como aço, vidro e pedra.

A pirâmide do Museu do Louvre

Em 1983 Pei foi convidado para projetar a pirâmide do Museu do Louvre, aberta ao acesso público em 1989, no bicentenário da Revolução Francesa. Mas ao contrário do que se pensa a pirâmide não foi muito bem vista no começo. O projeto ocorreu sem um concurso e apesar do brilhante currículo de Pei a decisão gerou comentários negativos. Hoje o ponto turístico é reconhecido internacionalmente.

A pirâmide mede 35,42 metros de largura, 21,34 metros de altura, com 673 placas de vidro e é suportada por 95 toneladas de aço e 105 toneladas de alumínio. Três pirâmides pequenas estão junto da principal localizadas na praça central do museu, a Cour Napoléon, a quinta é conhecida como a pirâmide invertida que está no interior do Carrousel du Louvre. A intenção do projeto é gerar luz nos acessos das coleções do museu.

Sobre o autor

Eliza Doré

Eliza Doré

Jornalista do iPhoto Channel é formada pela Univali em Comunicação social com ênfase em jornalismo e pós-graduada em Gestão Cultural, estudou fotografia documental em Buenos Aires.

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