Criatividade

Alyssa Monks e a arte como meio de salvação

Livros de fotografia

A arte nos permite tirar conclusões “precipitadas” e no fundo esse é um de seus significados. A pintora Alyssa Monks nos apresenta uma série de quadros que nos remetem a todos os tipos de julgamentos. As imagens orgânicas de mulheres e homens misturados a água de alguma maneira ocuparam cerca de uma década para seu aprendizado.

O tempo passou e o trabalho de Monks precisou acompanhar sua vida pessoal. Sua mãe foi diagnosticada com câncer e durante algum tempo foi preciso ministrar o cuidado e a sensação de perda que se aproximava. O que acabou por refletir em suas pinturas, hoje paisagens transparentes misturam-se com figuras humanas, de forma delicada e evocativas.

A artista conta que após o funeral foi hora de voltar ao estúdio e enfrentar o que então significaria a vida agora. “Aquele lugar seguro cuidadosamente construído que criei em todos os outros quadros era um mito. Não funcionava. Eu estava com medo, pois não queria mais pintar.” conta Monks. Ela então resolveu ir a floresta levando tintas e quadros, e como essa não era sua especialidade conseguiu de forma fácil se desapegar do perfeccionismo. Ela acabou deixando uma das telas do lado de fora e quando amanheceu ele estava coberto de insetos. 

Não havia planos, Monks apenas seguia o fluxo em que se encontrava. O fruto dessa redescoberta é um trabalho delicado e profundo, que talvez a artista nunca tenha se permitido ser envolvida. A artista se viu obrigada a sair da zona de conforto de forma inesperada, mas com certeza esse processo serviu como uma grande evolução pessoal e criativa.

Sobre o autor

Eliza Doré

Eliza Doré

Jornalista do iPhoto Channel é formada pela Univali em Comunicação social com ênfase em jornalismo e pós-graduada em Gestão Cultural, estudou fotografia documental em Buenos Aires.

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