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“Com que lente eu vou?”: Claudia Regina vai de 35mm

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Quem está começando na fotografia em geral tem a cabeça cheia de dúvidas. Perguntas que gostaria de fazer. Por sorte, a internet supre boa parte das questões. As mais habituais dizem respeito a equipamento. “Qual a melhor câmera para eu começar?” é uma pergunta comum. Se fizer a um especialista, você tem boa chance de ouvir dele algo como: “A melhor é aquela que você pode comprar”. Algum mais consciencioso pode ir um pouco além e decretar: “A câmera não importa tanto. O importante é a objetiva”.

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Retrato feito com a objetiva 35mm de Claudia Regina, cujo fator
de corte da câmera transforma numa 50mm “superversátil”

Isso porque a objetiva é a responsável pela qualidade da imagem. Mesmo uma câmera considerada top de linha poderá apresentar resultados um pouco abaixo do esperado se usada com uma objetiva de qualidade inferior. Objetivas mais claras (com abertura mais ampla) e com um padrão de construção mais sofisticado, por outro lado, possibilitam excelentes resultados mesmo com câmeras mais modestas. O problema, como disse Luciano de Sampaio em artigo no site Tecmundo, é que não existe “bom e barato” quando se trata de objetivas (clique aqui para ler as dicas de Luciano sobre como escolher a objetiva mais adequada às suas pretensões).

Mas a escolha de uma objetiva passa também pelo gosto pessoal, conceito que cada profissional aplica de acordo com seu estilo e conveniência. Por exemplo, a fotógrafa e blogueira paranaense Claudia Regina, autora do popular Dicas de Fotografia, prefere usar uma 35 milímetros 1.4. “Ela me serve para todas as situações, desde retratos até outros registros. Outras lentes me limitavam por algum motivo, e ela tem a combinação perfeita de distância focal e abertura pras minhas necessidades”, explica Claudia.

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Objetiva Sigma 35mm 1.4 da série Art: opção econômica

A 35mm é uma objetiva grande-angular de foco fixo. Dependendo da câmera que você usa, ela se torna uma 50mm, em função do fator de corte. Isso tem a ver com o tamanho do sensor da câmera. Sensores menores que o de uma full-frame (cujo tamanho equivale ao filme de 35mm das câmeras analógicas) reproduzem uma área menor da imagem capturada, promovendo uma espécie de zoom. Ou seja, aumentam a distância focal.

A câmera de Claudia usa sensor APS-C (22x15mm nas Canon, um pouco maior em algumas Nikon). O que torna a 35mm da paranaense, radicada no Rio de Janeiro, uma 50mm – ou “cinquentinha”, como é carinhosamente chamada a popular lente “normal”, cujo ângulo corresponde ao campo de visão humano (em seu blogue, Claudia explica como funciona o fator de corte. Para ler, clique aqui).

Ruim, isso? Claudia Regina não considera. Para ela, a transformação deixa sua objetiva “superversátil”.

Uma última consideração sobre a 35mm 1.4: seu preço pode passar de R$ 7 mil. Mas sempre é possível optar por fabricantes alternativas, como a Sigma, cujo modelo 1.4 da série Art fica na faixa dos R$ 2.500, ou recorrer a uma objetiva com abertura um pouco menor, de 1.8. Aí o preço despenca para menos de mil reais.

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Sobre o autor

Alcides Mafra

Jornalista e colaborador do iPhoto Channel (alcidesmafra@iphotochannel.com.br)

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