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Flash fora da câmera: com pouco se faz muito

Livro de fotografia

Talvez não haja pior lugar para se colocar um flash do que na sapata da câmera. Parece um pensamento absurdo, mas o fato é que a luz frontal não é a melhor para se fotografar. Ainda que se possa articular a cabeça do flash e buscar o apoio de alguma superfície para rebater o disparo, o uso do dispositivo no topo da câmera não dá o melhor resultado, razão por que muitos deixam de lado o flash portátil após algumas tentativas.

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Não deveriam, entretanto, pois é possível conseguir excelentes imagens com esses dispositivos, basta você usá-los remotamente. Ou seja, o flash também dispara fora da câmera – a boa distância dela, inclusive. Um disparador de fotocélula ou mesmo o flash embutido da câmera cuidam do disparo remoto. Assim, você pode usá-lo para conseguir uma luz lateral, um preenchimento, pois dá para empregar mais de um dispositivo por vez. Considerando que o flash portátil (ou dedicado) é mais barato que um de estúdio, muito mais fácil de transportar, e que há uma variedade de modificadores projetados para ele, essa é sem dúvida uma ótima notícia.

Quem já está antenado com esse modo “revolucionário” (é usado desde sempre, na verdade) de aplicar o flash tem alguns nomes para identificar a técnica: “flash off-camera”, “strobist”, “flash trigger”… Para Leandro Nunes, 42, o nome é o de menos. Importa conhecer a técnica. Fotógrafo de Belo Horizonte (MG) especializado em casamentos, Leandro tem ultimamente se ocupado mais com filmagens e ministrando cursos. O tema mais comum é iluminação e flash.

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Para o mineiro, aplicar o flash dedicado fora da câmera oferece um enorme ganho criativo (e não apenas ele. Leia aqui uma entrevista com Renato Rocha Miranda, do blogue I love my job, sobre o assunto). A grande vantagem, ele defende, é “criar a luz que você não vê. Trabalhar ângulos e recortes que não se consegue com o flash em cima da câmera”.

Leandro costuma acionar seus flashes remotamente em cerimônias, em festas com muita fumaça e books externos. Mas avaliza seu uso em qualquer vertente fotográfica. A montagem de um set é bem simples, assegura. Os equipamentos necessários são um ou mais flashes de qualquer marca ou potência e um radiotransmissor de qualquer marca (o transmissor não é obrigatório, dá para acionar o flash de outra maneira. Veja aqui). Porém, Leandro avisa: é preciso conhecimento técnico para que tudo saia como esperado. Sua dica? “Estudar, estudar e estudar. Com pouco se faz muito!” (veja no blogue do fotógrafo um pouco do flash remoto na prática).

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Sobre o autor

Alcides Mafra

Jornalista e colaborador do iPhoto Channel (alcidesmafra@iphotochannel.com.br)

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