Dicas de Fotografia

Na fotografia, a paciência é uma virtude

Foto: Stefan Draschan
Black Friday Antecipada

Quando se fala em paciência, a imagem que costuma vir à mente é daqueles monges budistas sentadinhos de olhos fechados, meditando. Mas se refletirmos, a imagem de paciência podia muito bem ser de um fotógrafo que espera com muita calma as cenas acontecerem para então clicar. Podem ser fotógrafos de rua, de natureza, até mesmo de casamento. Não adianta muito você ter pressa, vai precisar esperar que as coisas aconteçam, às vezes até aleatoriamente, para que você consiga AQUELA foto. E muito treino, também, para poder “prever” o desenrolar dos acontecimentos e estar preparado para não perder o clique.

Foto: Stefan Draschan

Um exemplo dessa sagrada paciência é o fotógrafo austríaco Stefan Draschan. Morando em Paris, uma cidade que abriga algumas das maiores obras de arte da história, ele resolveu passar seu tempo nos museus apreciando não estas obras, mas os observadores das obras. O observador que observa os observadores. E graças a sua imensa paciência (e uma pitada de sorte), ele acaba capturando pessoas que combinam com as pinturas. As roupas dos visitantes imitam texturas e cores das obras de arte, e às vezes até mesmo a estampa parece ter saído da tela.

Ao site DYI Photography, Stefan contou que às vezes encontra a cena perfeita assim que entra no museu, outras vezes “ele diz que aguarda por tanto tempo que ‘começa a contar as estrelas nas vistas noturnas de Canaletto de Veneza, que são mais de 3000’”. E ele esclarece: as fotos não são encenadas. Stefan é fotógrafo de rua e explica que primeiro vê a pessoa, para depois observar o visitante junto às obras.

“Então ele espera que a pessoa se aproxime da obra correspondente. Ele diz que adora as chances e as correspondências acidentais”, escreve Dunja Djudjic.

Foto: Stefan Draschan

O projeto se chama “Peopleworks Matching Art” (“Pessoas combinando com arte”, em tradução livre) e algumas das fotos também foram feitas em museus de Viena e Berlim, onde o fotógrafo já viveu. As semelhanças são tão intrigantes que algumas fotos chegam a ser cômicas, divertidas, e provocam nossa curiosidade.

Outro exemplo de paciência e perseverança é o fotógrafo Alan McFadyen, que conseguiu seu clique perfeito após 6 anos e um total de 720 mil fotos. Ele queria capturar o momento exato em que o pássaro martin-pescado mergulhava e ficava espelhado na água.

“Para fazer essa foto do ‘mergulho perfeito’ eu precisava estar no lugar certo e fazer o clique no momento exato. E não dependia só de mim, o pássaro também precisava acertar o mergulho”, diz Alan. “Cheguei a fazer 600 fotos por dia e nenhuma ficar boa o suficiente. Olhando para trás, penso nas milhares de fotos que eu tirei, e percebo que trabalhei muito para conseguir o que queria”

Foto: Alan McFadyen

E por fim, não menos importante: não há atalhos para você se tornar um bom fotógrafo. Você pode sim acelerar o seu desenvolvimento dedicando-se ao estudo da fotografia e fotografando o máximo que você conseguir, sempre analisando onde pode melhorar e evoluindo dessa forma. A fotografia é um caminho, e o melhor que podemos fazer nesse caminho é aproveitá-lo, curtir cada passo, e não querer correr, porque estar no “topo” ou ser “top” não significa nada se você não se sentir completo e feliz com o que faz. A fotografia é capturar o momento presente, então esteja no momento. Seja presente. Sinta a fotografia.

Foto: Stefan Draschan
Foto: Stefan Draschan
Foto: Stefan Draschan
Foto: Stefan Draschan
Foto: Stefan Draschan
Foto: Stefan Draschan
Foto: Stefan Draschan
Foto: Stefan Draschan
Foto: Stefan Draschan
Foto: Stefan Draschan
Foto: Stefan Draschan
Foto: Stefan Draschan
Foto: Stefan Draschan
Foto: Stefan Draschan
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Foto: Stefan Draschan
Foto: Stefan Draschan
Foto: Stefan Draschan
Foto: Stefan Draschan
Foto: Stefan Draschan

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Ruca Souza

Ruca Souza

Ruca Souza é editora do iPhoto Channel. Jornalista, também é fotógrafa de coisas e pessoas (nessa ordem) e tem uma banda de rock.

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