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3 erros de iniciantes ao fotografar com filme

Foto: Pexels
Como montar a pose perfeita

A partir de suas experiências, o fotógrafo Vincent Moschetti decidiu reunir os 3 maiores erros que cometeu quando estava iniciando na fotografia com filme, para que outros iniciantes possam evitá-los facilmente.

1. Não carregar o filme corretamente

É comum no começo uma certa dificuldade em carregar o filme corretamente. Vincent conta que quando começou, colocar o filme na câmera era algo completamente desconhecido. Sua única experiência nos últimos anos limitava-se a uma câmera descartável.

Antes de comprar sua primeira câmera, ele decidiu pegar emprestada uma Olympus OM10 de um amigo. Ele fotografou dois rolos e levou para o laboratório. Quando voltou para pegar as fotos no dia seguinte, teve uma grande decepção. Ambos os rolos estavam em branco.

“Minha reação espontânea foi culpar a câmera, porque não havia como eu ter feito algo errado com dois rolos. Então, eu considerei que o laboratório poderia ter cometido um erro, mas nunca pensei que eu poderia ter feito algo errado. De qualquer forma, minha fé na câmera desapareceu, então devolvi ao meu amigo achando que era defeituosa.”

Após esse amargo fracasso, Vincent consegui um Leica M6. O que isentaria com certeza a culpa da câmera. Tudo ia bem quando o mesmo problema aconteceu novamente. Porém, dessa vez ele percebeu o que tinha dado errado. Quando rebobinou o filme, Vincent notou que depois de alguns giros não havia resistência. Isso significava que o filme não se moveu depois de ter sido carregado na câmera.

Esse é um erro comum que pode ser evitado com muita facilidade e Moschetti aponta dois detalhes que se deve ter atenção ao carregar o filme:

1. Depois de inserir a ponta do filme dentro do carretel, certifique-se de que os dentes estão envolvidos entre os orifícios do filme. Isso garantirá que ele role corretamente quando o mecanismo de avanço do filme for acionado. Se não houver tensão suficiente, você pode usar o botão de rebobinamento para apertar a posição do filme.

2. O filme agora está inserido na câmera e não há como abri-lo para verificar o que está acontecendo dentro. Pra saber se o filme está avançando ou não, basta verificar se o botão à esquerda (que você usa para rebobinar o filme) está girando. Se ele girar, significa que o filme está devidamente carregado. Se o filme não estiver em movimento, as chances são de que não foi comprometido, então é bom abrir a câmera e verificar o que está errado.

2. Não expor corretamente

É comum para quem trabalha com digital, calcular a exposição nas áreas mais claras e depois recuperar as sombras na pós-produção. Os sensores digitais são bem conhecidos pela capacidade de recuperar muitos detalhes em áreas escuras, mas não fazem tão bem em manter a informação nas áreas muito iluminadas.

Com o filme, é um pouco diferente, então você deve repensar sua abordagem ao medir a luz da sua cena. Ao contrário das câmeras digitais, o filme é muito bom para manter os detalhes nas áreas claras, mesmo que esteja superexposto. Por outro lado, se a imagem for subexposta, você não poderá recuperar detalhes nas sombras como um arquivo RAW permitiria.

Foto: Vincent Moschetti

Acima uma imagem superexposta diretamente do scanner e abaixo a mesma imagem após Vincent reduzir a exposição em 2 pontos de luz usando o software de edição Lightroom.

Foto: Vincent Moschetti

Os filmes não são todos iguais em termos de subexposição. Os mais flexíveis são os filmes C-41. Eles permitem que você subexponha por alguns pontos de luz e ainda mantenha detalhes nas sombras. Já os filmes E-6 não oferecem essa flexibilidade e requerem muito mais precisão ao expor, além de serem também mais trabalhosos de revelar. Esse não é o tipo de filme que você quer usar se estiver começando.

3. Comprar filmes caros

É normal ficar  um pouco perdido na hora de escolher o melhor filme para comprar. Pesquisando na internet, é comum nos depararmos com os mesmos nomes, como Kodak Portra para cores e Ilford HP5 ou Kodak Tri-X para preto e branco. Estes são os mais famosos, mas também são caros.

Na busca pelo filme perfeito, Vincent acabou escolhendo o Kodak Portra 400. A aparência das imagens tiradas com ele era bastante atraente e não demorou muito para que ele encomendasse 5 rolos de filme pelos correios.

“Eu tinha certeza de que obteria imagens fantásticas graças a este filme profissional. Então, com orgulho, entreguei meu rolo recém-fotografado no meu laboratório local para que ele fosse revelado. Assim que recebi os negativos, corri para casa para digitalizar essas imagens. Meu entusiasmo desapareceu rapidamente quando as primeiras imagens apareceram na minha tela. Foi um verdadeiro banho de água fria… Essas imagens não tinham nada a ver com o que eu esperava desse filme.”

Vincent percebeu que seu conhecimento sobre filme era muito limitado e que para obter o máximo de um filme existem muitos fatores que afetarão o resultado final. Por isso, para quem está apenas começando, não faz sentido comprar os filmes mais caros do mercado. É melhor usar alternativas mais baratas.

Vincent conta que conseguiu bons resultados utilizando o Afga 200 para cores e Fomapan 200 para preto e branco, salvando algumas frustrações e dinheiro. Abaixo está um exemplo do que você pode conseguir com um rolo de Fomapan 200:

Foto: Vincent Moschetti

Uma vez que você tenha mais experiência, você definitivamente deve usar esses filmes mais caros e tentar enviar seu trabalho para laboratórios profissionais, se seu orçamento permitir. Eles têm o equipamento e o nível de experiência necessários para revelar a maior parte de seus negativos.

Fonte: One Year With Film Only


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Cid Costa Neto

Cid Costa Neto

Cid Costa Neto é redator do iPhoto Channel. Natural de Belo Horizonte, é bacharel em Artes Plásticas com habilitação em Fotografia. Atua como Fotógrafo, Professor e Programador Visual.

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