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12 dicas para fotografar parques de diversão com longa exposição

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O parque chegou na sua cidade??? Não perca essa oportunidade e aproveite para fazer belas imagens!

Parques de diversão são um prato cheio para quem gosta de belas imagens. As cores, luzes e movimento dos brinquedos encantam os olhos por si só, e quando fotografamos a noite usando técnicas de longa exposição mostramos em fotos efeitos impossíveis de ser capturado aos nossos olhos. Esse ballet dos movimentos das luzes nos permite fazer inúmeras composições de cores e formas com exatamente o mesmo enquadramento e configuração de câmera. Quase nunca você tem duas fotos iguais.

Aqui vão 12 dicas para você aproveitar e se divertir:

1. Tripé é essencial

Um bom tripé é fundamental para a câmera ficar estabilizada, mas como definir o que é um bom tripé? Geralmente tripé bom é tripé pesado, os melhores são de alumínio ou fibra de carbono, porém alguns são muito caros. A regra é: quanto maior a câmera melhor tem que ser o tripé. Alguns tripés vem com um gancho na coluna central para você poder pendurar sua bolsa de equipamento e assim fazer um peso extra dando mais estabilidade ao tripé. Além disso, sempre posicione uma das pernas do tripé na mesma direção que está apontando a objetiva para minimizar os riscos de queda.

2. Desligue o estabilizador da lente

Algumas objetivas contam com uma tecnologia de estabilização de imagens que tenta a todo momento compensar as vibrações, estas que provocadas por movimentos mínimos quando fotografamos em velocidades mais baixas com a câmera na mão. Porém, com a câmera no tripé esse sistema continua a tentar estabilizar e isso vem prejudicar a nitidez da imagem. Nas objetivas Nikon você consegue desabilitar essa função em uma chavinha lateral à lente com a inscrição VR (vibration reduction) e nas Canon IS (Image Stabilization).

3. Ligue o timer

Mesmo que você tenha dedos e mãos delicadas, pode fazer certa pressão ao apertar o disparador, o que mexe a câmera. Isso pode ser contornado ativando a função timer da sua câmera. Geralmente essa função vem de fábrica com um tempo de delay de 10 segundos (uma eternidade para quem está fotografando), porém no menu da câmera você pode configurar esse tempo de intervalo para tempos menores, geralmente 2 segundos, assim você não precisa esperar tanto para fazer a foto.

4. Bloqueio de espelho

Em longas exposições. as menores vibrações do conjunto câmera-lente pode fazer a imagem perder nitidez. Até mesmo o espelho batendo na caixa interna pode causar vibrações, ainda que minimamente. A maioria das câmeras tem uma função personalizada chamada atraso de exposição ou trava do espelho, que quando ativada promove um intervalo de tempo entre o levantamento do espelho e a abertura do obturador, eliminando chances de vibração.

5. Retire o filtro UV

As luzes dos brinquedos são refletidas na parte interna do filtro, dando assim um aspecto de imagem duplicada e acabam ficando estranhas as fotos. Portanto, é bom que o filtro UV, caso esteja na lente, seja retirado.

6. Tampe o viewlfinder

Depois de enquadrar e focar, é indicado tampar a ocular da câmera para evitar que luzes do ambiente entrem por ali e cheguem ao sensor. Para isso que serve aquela borrachinha misteriosa na alça das câmeras Canon, já nas Nikon essa tampinha vem solta na caixa. Só lembrando que a ocular das câmeras vem com uma proteção de fábrica que precisa ser retirada antes.

7. Câmera sempre no modo manual 

Nenhum modo automático ou semi-automático de exposição vai conseguir entregar o resultado que você pretende alcançar, e sim o que a câmera achar que é o ideal. É imprescindível usar o modo manual de exposição, já o foco automático pode ser usado tranquilamente, contanto que você aponte o ponto de foco para uma área de contraste de luz.

8. Aposte nas lentes grande angulares

Se você acha que aquela 18-55mm do kit não serve pra nada, você está enganado. Essas objetivas são super indicadas para fotos em parque, pois os brinquedos são enormes e você nem sempre tem recuo devido a grande quantidade de gente transitando. O fato das lentes de kit não terem grandes aberturas não importa, você vai ver a seguir o porquê.

9. Feche o diafragma e baixe o ISO

Apesar de fotografarmos a noite, as luzes dos brinquedos emitem muita luminosidade, então para conseguirmos longas exposições precisamos sim baixar ISO e fechar diafragma. Em geral, o ISO sempre 100 e diafragma entre f/11 e f/22, assim aproveitamos a faixa de melhor nitidez da lente e ainda com sem ruído.

10. O obturador é o rei

Basicamente, a exposição e os efeitos são controlados apenas pelo tempo de exposição do obturador que para bons resultados pode variar entre alguns décimos de segundo até 5 segundos. É claro que você pode extrapolar. Contudo, como foi dito anteriormente, as luzes dos brinquedos são bem fortes e geralmente exposições mais longas que isso tendem a “estourar”, mesmo em ISO 100 e f/22.

11. Fique atento aos detalhes

Você viu que esse tipo de fotografia é cheio de pequenos detalhes, que se por acaso você acabar esquecendo de apenas um deles, pouco vai prejudicar sua imagem. Porém, como são vários os cuidados a serem tomados, se você não ficar atento à eles seus planos de belas fotos vão por água abaixo.

12. Abuse da criatividade

Você pode conseguir resultados muito interessantes movendo a cabeça do tripé ou ainda girando o anel de zoom da objetiva durante o tempo em que a câmera está expondo para imagens mais surrealistas e abstratas, também pode usar filtros.


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Antonio Neto

Antonio Neto

Antonio Neto é colunista do iPhoto Channel. Doutor em biologia pela Universidade Federal do Paraná, faz da fotografia mais de que uma profissão, um estilo de vida, um estado de espírito. Professor no curso de Extensão em Fotografia da Unifil e Iapec de Londrina no PR. Fotografa desde a adolescência e profissionalmente desde 2009 na área social. Tem como hobby a fotografia de rua, retratos, paisagens noturnas e macrofotografia. Fundador e apresentador do canal Câmera Velha, dedica boa parte do seu tempo livre tanto na captura em película quanto nos processos químicos da revelação analógica. Ainda é colecionador assíduo de câmeras antigas possuindo mais de 100 modelos diferentes . É membro diretor do Foto Clube de Londrina o qual é associado desde 2011. Possui várias obras aceitas em salões e bienais de arte fotográfica além de várias premiações em concursos nacionais e internacionais.

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